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caminhando e olhando

categoria: por aí

Ontem, fui a pé da estação Ana Rosa do metrô até o Shopping Santa Cruz e de lá até a esquina da Rua Joaquim Távora com a Rio Grande. Nessa andança eu vi:
Uma companhia de balé para cegos.
Um clube de gafieira.
Uma banca de jornal que vende cigarros avulsos.
Professores estaduais em greve entoando slogans contra a TV Globo.
Um morador de rua caído na calçada e pedestres saltando por cima do corpo.
Uma oficina de costura que faz “concertos” e uma joalheria que grava nomes “sobre” encomenda.
Um edifício com aparência de templo religioso com “Happy Science” escrito em letras douradas na fachada e uma igreja batista fechada com portão de metal.
Uma enfermeira magrinha ajudando um senhor enorme a entrar num táxi.
As pernas tatuadas de uma moça que lavava as escadas de casa.
Uma loja fechada por luto com um aviso que terminava em (Célia) – fiquei sem saber se Célia era a falecida ou o nome de quem assinava o comunicado.
Dois edifícios residenciais com nomes de cachorros que eu já tive.
Um salão de manicure com um papel grudado na porta de plástico: “Cuido de crianças e idosos das 19h às 7h, tratar com Lucindalva no nr 358 dessa mesma rua”.

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