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impressões de viagem – Bonn

categoria: tá no ar

Ludwig von Beethoven era filho de uma mãe tuberculosa e de um pai alcoólatra que o surrava com frequência. Pouco foi à escola: cometia erros grosseiros ao escrever e, quanto à matemática, limitava-se às adições. Era principalmente um autodidata. Mas teve mestres – um dos quais previu: “Sempre haverá nas suas obras algo de insólito, inesperado e inabitual, certamente em meio a coisas belas e admiráveis. Mas aqui e ali haverá algo de estranho e sombrio, porque você mesmo é assim”.

Foi o primeiro músico a se apresentar em roupas comuns, sem pó de arroz e sem peruca. O cabelo castanho, abundante e revolto, caía livremente. Com a idade se tornou um pouco mais civilizado, mas sem perder os modos rústicos, a impetuosidade e o temperamento genioso. Certa vez, teve uma violenta briga com um príncipe que o hospedava – chegou mesmo a atirar uma cadeira contra o nobre. Antes de abandonar o castelo, no meio da noite, redigiu o seguinte bilhete: “Príncipe, o que o senhor é, é pelo acaso do nascimento. O que eu sou, sou por mim. Príncipes existem e sempre existirão aos milhares. Mas só há um Beethoven”.

A Nona Sinfonia, seu trabalho mais conhecido, foi composta em 1823. Ele estava completamente surdo desde 1818. Saí de sua casa, hoje transformada em museu, com 25 CDs, a cara lavada de choro, os passos lentos, a alma leve.

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