muito prazer – vozes da diversidade

Como era assumir-se lésbica no Brasil da ditadura? Como é ser lésbica em 2013? Quanto havia de culpa e leveza e em que proporções se misturam, hoje, vergonha e tranquilidade? Como as mães reagiam à homossexualidade das filhas nas décadas de 1980 e 90?

A maternidade lésbica é diferente da heterossexual? O que pensam os filhos de mães homossexuais? A jovem que sai do armário na escola ou faculdade sofre perseguição, quem se assume no trabalho perde promoções? Como reagem as adolescentes quando seu líder religioso afirma que amar uma moça é errado? O que pensam aquelas que se apaixonaram por outra mulher já na maturidade? Este livro não oferece uma resposta definitiva a nenhuma dessas questões.

R$ 25,00

conheça a opinião de quem já leu

A simplicidade do ser humano e a complexidade da sociedade Eu ganhei esse livro de uma amiga muito querida. Foi um presente de surpresa, daqueles que a pessoa viu e achou sua cara. Eu não me lembro quando e nem como a Mari deixou de ser minha conhecida da faculdade e passou a ser minha amiga, grande amiga. Mas quando comecei a pensar nisso durante a leitura, eu me lembrei que foi mais uma afinidade de pensamentos mesmo, uma aproximação que aconteceu de forma natural e ficou, não consigo me lembrar da data. Eu e Mari temos muitas semelhanças, somos mulheres independentes, fortes, lindas e resolvidas. Somos ambas bibliotecárias, adoramos ler, fazer programas culturais, curtimos um bom samba e somos donas de um humor satírico, rápido e muito irônico. Como todo bom ser humano, graças a Deus temos muitas diferenças também. Mari é uma mulher passional e muito corajosa. Dessas que entra pra ganhar ou não quer nada, que ama de peito aberto e que sofre com a mesma intensidade, já eu sou bem mais racional e covarde mesmo. Ela pensa longe, faz muitos planos e sonha de um jeito bonito de ver, eu sou mais conservadora. Eu gosto de dirigir, ela não (ainda), e eu gosto de meninos, a Mari de meninas. Escrevi toda essa descrição apenas para dizer o que achei do livro. É exatamente isso, "Muito prazer", é uma coletânea de contos reais, muito, mas muito bem escritos. São apenas histórias de pessoas como eu, ou a Mari, ou você, que só fazem o que todos nós fazemos todos os dias quando acordamos, tentar viver e ser feliz. Só que no livro a autora fez uma coletânea de textos jornalistico documentários com mulheres que são homossexuais ou que de alguma forma já representaram ou viveram essa experiência. Ocorre que eu nunca achei que o fato de eu ser hétero e outra pessoa ser homo, era uma diferença relevante, então, quando eu comecei a ler eu fiquei pensando que sinceramente eu não ia achar nada de tão interessante que justificasse um livro, mas isso já começou a mudar no prefácio. Particularmente, acho difícil entender como que para o mundo, isso é ainda tão relevante. Sexualidade de uma forma geral me parece algo pessoal e privado, dessas coisas que não tem influência na vida coletiva, então natural seria que cada um amasse quem quisesse amar, e que isso não tivesse a menor importância, afinal se eu vou me casar com o Manoel ou com o Joaquim não muda nada no meu trabalho, ou para os meus amigos, então se vai ser com a Manoela, também não deveria mudar. Porém, durante toda a narração e também no prefácio, você vai entendendo que, de fato, a sociedade (nela inserida a família, o trabalho, os amigos, os conhecidos, a mídia, as leis e inclusive a pessoa) demanda a todo tempo que a pessoa afirme que "olha, eu sou lésbica, mas eu trabalho como você, pago contas como você, posso ser legal ou chata como você, posso ser militante ou não como você, posso gostar de x e não de y como você." A autora é brilhante por conseguir desconstruir a cada narração aquela minha ideia de que, é obvio que todo mundo pensa que uma coisa não ter nada a ver com a outra, de que o preconceito está na cabeça do próprio gay. Não está, infelizmente ele está aí na cara, na dificuldade e no processo quase sempre muito doloroso de alguém se assumir contra um padrão social. Chama atenção também o machismo que o homossexualismo feminino carrega. Como para as mulheres o preconceito está profundamente aliado ao machismo, à ideia do papel da mulher como princesa e submissa o que gera discriminação até mesmo entre os próprios homossexuais. Outro padrão desconstruído pelo livro é a ideia de que gay, principalmente mulher gay é algo novo. Simplesmente brilhante a história de mulheres que são casadas com mulheres desde os anos 60 e 70, que lutaram contra a ditadura, que precisaram ser militantes da própria felicidade. Aliás esse para mim foi o ponto central da obra. Militar pela própria felicidade me parece algo tão natural, como pode ser possível que pessoas precisem de fato travar uma guerra interna e externa, para só aí conseguirem militar em causa própria e ser feliz. Comecei a ler querendo me responder se realmente era necessário escrever um livro para retratar que mulheres lésbicas são pessoas comuns e que definitivamente tem seu papel na sociedade. Terminei respondendo que infelizmente ainda é necessário que se afirme isso, e que sim, elas estão fazendo este trabalho de formiguinha há décadas, de forma muito corajosa, decente e necessária. Karla Lima escreve com maestria e honestidade. O livro te faz rir, te faz chorar, te faz ter raiva, alívio e te faz enxergar você mesmo independente de qualquer orientação sexual. É leitura que interessa a todos que montamos uma sociedade que precisa ser mais igualitária. Leitura pela qual sou agradecida a minha querida amiga por ter me apresentado de forma tão sublime e natural como ela própria se tornou parte da minha vida. Foi realmente "Muito Prazer".

Enviada por: Kizzy França

Simplismente amei! Só tenho a agradecer minha amiga Mariana por ter me presenteado com essa jóia. Karla, obrigada por ter me proporcionado momentos únicos com muita emoção e encanto. E a essas Guerreiras minha profunda admiração e respeito. Beijos a todas

Enviada por: Josemeire Veltrone

Primeiro, quero dizer que é indescritível a forma como a Karla nos envolve em sua forma de escrever. Segundo, quero parabenizar por esta obra incrível. Terceiro, quero agradecer a gentileza de ter entregue o livro pessoalmente, mesmo que não tenhamos nos visto. Me apaixonei por esse livro e me senti órfã quando terminei de ler, porque cada história fez eu me identificar um pouco e dá vontade de começar a ler de novo e de novo e de novo. Fiquei encantadissíma ao ver relatos de mulheres que já tinha ouvido falar, mas que não fazia idéia do quanto contribuíram no crescimento e luta principalmente do movimento LGBTT. Nasci em 1988, mas senti uma vontade enorme de ter nascido antes e ter vivido e conhecido lugares e situações que a maioria dessas mulheres passaram. Parabens Karla, e tudo o que desejo desde que tive o prazer de conhecê-las (você e a Pya) nos 2 AsP é muito sucesso e muito amor. Obrigada por nos agraciar com mais essa leitura, e que nossas vozes sejam cada vez mais ouvidas e espalhadas pelo mundo inteiro. Bjos.

Enviada por: Sabrina Sousa

Eu me tornei suspeita para falar dos seus livros pois me tornei uma fã incondicional do modo de como tu escreve. Esta obra não é diferente das outras. Uma leitura leve de fácil intendimento e totalmente cativante. Muito interessante ler e conhecer um pouco mais dessas mulheres sensacionais, que de um modo ou de outro fizeram a diferença para visibilidade lésbica. Impossível citar uma entrevistada preferida. São historias sensacionais de descobrimentos, de "saídas do armário", de autoaceitação e batalhas contra o preconceito. Super recomendo. Mais uma vez parabéns pelo excelente trabalho!

Enviada por: Júlia Barcellos

Necessário! Cada capítulo é recheado de cultura, histórias que acrescentam, personalidades fortes e uma narrativa deliciosa! Além de ser esplendido, é uma leitura totalmente necessária para todas as pessoas. Karla Lima, com maestria, nos faz andar pelo mundo LGBT e levantar a questão que deve ser questionada nos dias de hoje como nunca foi antes: A opinião e cabeça aberta disfarçadas de preconceito!

Enviada por: Manu Littiéry

Finalizei, depois de alguns dias ( leia-se: mamãe sem tempo) mas cheguei ao fim dessa linda obra! Adorei conhecer de perto a luta e vitória de cada uma das belas e fortes mulheres! O livro é fácil de ler, da forma que foi escrita (parabéns !) os comentários durante as entrevistas abrilhantaram ainda mais! Parabéns para as autoras Karla e Patrícia! Sucesso sempre! Beijo

Enviada por: Jacqueline Passos

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