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marginália e bibliotecas

categoria: pequenas fornadas

Marginália não é só um conjunto de bandidos, é também o conjunto das anotações feitas na margem das páginas. Os que veem os livros como sagrado objeto de culto ficam horrorizados com o “vandalismo”. Para mim, isso equivale a nunca usar sua melhor poltrona – vai que estraga!

Nós, que amamos os livros, precisamos ter com eles a intimidade carnal que a paixão exige. Por isso, escrevemos nos cantos expressões de surpresa e de discordância. Em nome dessa experiência física é que desenhamos sorrisos e setas e pontos de exclamação. Não basta que a obra entre em nós, e é para entrar nela que marcamos nossa passagem por suas bordas.

Em 1940, o filósofo norte-americano Mortimer Adler publicou “How to read a book”, do qual tirei esta frase: “Marcar um livro é literalmente uma expressão de suas divergências ou concordâncias com o autor. Essa troca é o maior respeito que você pode demonstrar por ele”.

Por causa desse hábito, não tomo livros emprestados em bibliotecas. Mas o fato de não frequentá-las não diminui meu arrebatamento diante de exemplos como estes:

http://flavorwire.com/280318/the-25-most-beautiful-public-libraries-in-the-world?all=1

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